un tal marra

mentras haxa escrav@s voluntári@s, haberá amos, e portanto, non haberá persoas libres

outra vez o mar

NAUFRÁXIO NO CABO PRIOR

De novo o mar castiga aos mariñeiros.

_dsc1884.jpg

ESTA MAR FERMOSA, ESTA MAR TRAIDORA

————————————————————————————-

————————————————————————————-

O MÁIS ALTO PREZO

_dsc4273.jpg

Burela, 2007   ©xosé marra

———————————————————————-

———————————————————————-

MAR MORTO

(Jorge Amado)

“(…) Os homens da beira do cais só têm uma estrada na sua vida: a estrada do mar. Por ela entram, que seu destino é esse. O mar é dono de todos eles. Do mar vem toda a alegria e toda a tristeza porque o mar é mistério que nem os marinheiros mais velhos entendem, que nem entenden aqueles antigos mestres de saveiro que nâo viajam mais, e, apenas, remendam velas e contam histórias. Quem já descifrou o mistério do mar? Do mar vem a música, vem o amor e vem a morte. E nâo é sobre o mar que a lua é mais bela? O mar é instável. Como ele é a vida dos homens dos saveiros. Qual deles já teve um fim de vida igual ao dos homens da terra que acarinham netos e reunem as famílias nos almoços e jantares? Nenhum deles anda com esse passo firme dos homens da terra. Cada cual tem alguma coisa no fundo do mar: um filho, um irmâo, un braço, um saveiro que virou, uma vela que o vento da tempestade despedaçou. Mas também qual deles nâo sabe cantar essas cançôes  de amor nas noites do cais? Qual deles nâo sabe amar com violéncia e doçura? Porque toda a vez que cantam e que amam, bem pode ser a última. Quando se despedem das mulheres nâo dâo rápidos beijos, como os homens da terra que vâo para os seus negócios. Dâo adeuses longos, mâos que acenam, como que ainda chamando. (…)

(Mar Morto, do Jorge Amado) 

 

Anúncios

2008/01/15 Posted by | notícias, o do dia | Deixe um comentário